Prefeito faz elogios a Bolsonaro e alega que Cuiabá estaria “quebrada” sem ajuda

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) avalia que Cuiabá estaria “quebrada” sem a disponibilização de recursos que foram enviados pelo Governo Federal para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Durante entrevista, rasgou elogios ao presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), que segundo ele, tem recebido críticas “injustas” por causa de sua postura diante pandemia.

“Com todos os erros e acertos, ser não fosse Bolsonaro, Cuiabá estaria quebrada. Mato Grosso estava quebrado, porque o que veio de recursos… Eu até falo que o presidente Bolsonaro, não sei quem faz a mídia dele, porque ele deu os recursos, segurou a onda para a gente superar a maior crise sanitária da história e conseguiu arrumar adversários como se fosse exclusivamente um negacionista”, disse.

Nesse mesmo contexto, Emanuel citou algums valores que a Capital recebeu para desenvolver ações de enfrentamento ao novo coronavírus e recompensar prejuízos tributários.

Ao todo, os 141 municípios de Mato Grosso recebem juntos cerca de R$ 1,1 bilhão da medida aprovada pelo Congresso Nacional. “Só para Cuiabá foram R$ 98 milhões, fora a compensação financeira que teve a ajuda do Congresso de R$ 162 milhões. Para a gente suportar a crise, são R$ 2 mil por dia em cada leito de UTI, e são 135 leitos em Cuiabá. De onde eu ia arrumar esse recurso?”, questiona o emedebista.

No entanto, Emanuel enfatizou que o Governo Federal deixou de fazer os pagamentos em dezembro e também passou a não efetuar os depósitos do auxílio emergencial de R$ 600 por mês às famílias de baixa renda.

“Ele parou de pagar, mas vou cobrar isso, pra que ele não deixe de passar. Não sei o que está acontecendo que esses recursos não estão vindo”, observou Pinheiro ao pontuar que a falta de repasses federais está sufocando os estados e municípios. “Não podemos deixar essa ação humanitária acabar”, avaliou.

Por fim, Emanuel também atribuiu a crise de imagem do presidente à falha de comunicação da Secretaria de Comunicação do Governo. Na avaliação do emedebista, a pandemia foi algo novo em que nenhum gestor estava preparado para administrar.

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