Justiça mantém penhora de aposentadorias de ex-governador de MT

Além de possuir diversos imóveis (urbanos e rurais), Júlio Campos recebe três aposentadorias, que somam R$ 86 mil por mês. Os magistrados da 4ª Câmara de Direito Privado do TJMT seguiram por unanimidade o voto do desembargador Guiomar Teodoro Borges.

Em sessão de julgamento do último dia 24 de fevereiro, ele rebateu o argumento de Júlio Campos, que disse que não poderia sofrer a penhora de 30% por se tratar de “verbas alimentares”. Ou seja, que utilizaria exclusivamente para o sustento de sua família.

Em seu voto, Guiomar Teodoro Borges chegou a reconhecer que a origem dos recursos vem dos benefícios previdenciários de Júlio Campos, mas concluiu que, mesmo com a penhora, o político do DEM não vai ficar “desamparado”. “Além do que, ainda que não tratasse de verbas alimentares, verifica-se que o total recebido pelo devedor, aqui agravante – R$85.840,50 mensais -, ultrapassa 50 salários mínimos”, diz trecho do voto do desembargador Guiomar Teodoro Borges.

De acordo com informações do processo, Júlio Campos, sócio do Empreendimentos Santa Laura S/A, não pagou uma imobiliária que intermediou a venda de imóveis de sua empresa em Várzea Grande, fazendo com que a discussão fosse parar na Justiça.

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