Dilmar: “Ele precisa ser mais corajoso e compor uma chapa”

O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM) elevou o tom e afirmou que o colega de Parlamento Lúdio Cabral (PT) faz uma oposição “que não constrói”. E disse também que ele deveria ser “mais corajoso”.

 

A declaração foi uma resposta ao petista, que reclamou da “falta de alternância” na Mesa Diretora, afirmando ainda que a nova composição é “ultragovernista”.

 

“Lúdio precisa ser mais corajoso e colocar o nome à disposição, compor uma chapa, fazer uma oposição ao que foi proposto. É fácil de construir. Participe e não só critique”, afirmou o parlamentar na manhã desta quarta-feira (24) na Rádio CBN de Cuiabá.

A nova composição do Legislativo se deu após uma determinação do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a última eleição e determinou a realização de um novo pleito.

 

Lúdio precisa ser mais corajoso e colocar o nome a disposição, compor uma chapa, fazer uma oposição ao que foi proposto

Na nova composição – presidida pelo deputado Max Russi (PSB) e que tem como primeiro-secretário Eduardo Botelho (DEM) -, Dal’Bosco ocupa a vice-presidência.

 

Para o democrata, Lúdio faz críticas sem sentido e diz que não se sente ofendido com as declarações.

 

“É o ‘quanto pior, melhor’. É um tipo de oposição que não constrói. Ele pode encabeçar uma chapa. […] Depois que não contribui com nada, vem a critica. Critica sem sentido. Não atinge a nenhum deputado”, alfinetou.

 

Críticas de Lúdio

 

A eleição para o novo comando da Casa de Leis ocorreu na noite de terça-feira (23), um dia após a determinação do STF.

 

A chapa, além de Max, Botelho e Dal’Bosco, ainda tem como segundo vice-presidente está Wilson Santos (PSDB); na segunda secretaria Janaina Riva (MDB); na terceira secretaria Delegado Claudinei (PSL) e na quarta Allan Kardec (PDT).

 

Para Lúdio houve apenas uma “alteração de cargo” e não uma nova composição.

 

“Continuamos insistindo no erro de não produzir alternância de fato no poder da Assembleia. Não adianta mudança de posição nas cadeiras que têm poder de decisão de fato na Assembleia”, criticou.

 

“Isso não é alternância de poder, é alternância de cargo. E nós somos 24 deputados e todos são qualificados para ocupar os cargos de comando na Assembleia e é saudável a alternância de fato de poder”, completou.

 

 

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