Janaina: debate sobre riscos a mandato de Botelho é precipitado

Vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a deputada Janaina Riva (MDB) disse que é “covardia” já pensar em uma nova eleição caso a Justiça anule a posse da nova Mesa Diretora, que ocorreu nesta segunda-feira (1º).

 

A declaração, dada logo após ser reconduzida ao cargo, refere-se à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6654, ajuizada pelo PSOL contra uma resolução da Assembleia Legislativa de Roraima, que permitiu a recondução de parlamentares por mais de uma vez ao mesmo cargo da Mesa Diretora de lá.

 

Em decisão monocrática, o ministro do STF Alexandre de Moraes ordenou que fosse realizada uma nova eleição para o biênio 2021-2022 naquele Estado. A matéria ainda será analisada pelo Plenário do STF.

 

Janaina afirmou que há muitas dúvidas sobre o tema e, por isso, prefere não se precipitar no debate. Ela disse que aguardará a decisão do colegiado.

“Botelho acabou de ser eleito com 22 votos. Acho até uma covardia nesse momento já pensar em uma nova eleição”, afirmou.

 

“A gente não sabe, por exemplo, se os deputados que estão podem compor novamente. Não sabemos ao certo como ficaria essa decisão para cumprimento. Analisamos algumas situações, mas nada de concreto ainda sobre quem poderia fazer parte da Mesa“, completou.

 

Questionada se, em caso de anulação da posse, cogitaria encabeçar uma chapa para concorrer à presidência, Janaina negou. Segundo ela, não há expectativa alguma em relação a isso e o objetivo é cumprir o biênio 2021-2022 como vice do presidente Eduardo Botelho (DEM).

 

“Não existe isso. Estou preparada para ser vice. E no futuro, como eu disse, depende de quem pode fazer parte da Mesa Diretora e é uma nova construção. Não adianta pensar que é só mudar os nomes ali, porque é completamente diferente. E é outro momento também”, afirmou.

 

Janaina salientou, ainda, que, em caso de determinação da Justiça, as articulações para qualquer mudança na Mesa Diretora e o lançamento de seu nome como candidata a presidente dependeriam muito do atual chefe do Legislativo.

 

Isso porque, segundo a emedebista, Botelho possui uma boa relação com o chefe do Executivo, Mauro Mendes (DEM), o que facilita o andamento dos trabalhos na Casa.

 

“Isso passa muito por ele, porque quem detém a confiança do governador é o Botelho. A gente sabe disso aqui, que ele é a referência do governador, então acho que vai depender, talvez, até mais do Botelho se isso vier acontecer do que de qualquer outro parlamentar ou liderança”, afirmou.

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