Carreata cobra Justiça por morte em mansão em Cuiabá

No dia 12 de julho, Isabele Guimarães Ramos aproveitou o domingo para dormir até tarde. Após tomar café da manhã depois das 13h, ela pulou o almoço e pediu permissão pra mãe para ir até a casa da amiga, no mesmo condomínio em que mora. A adolescente disse que faria uma torta de limão e se dirigiu para a vizinha às 14h.

Após passar o dia na casa da amiga, Patrícia Hellen, mãe de Isabele, ligou às 20h43, cobrando sua volta para casa. A adolescente respondeu que voltaria depois de jantar um risoto. A torta ficou pronta e o jantar também, mas duas horas depois, Patrícia iria descobrir que sua filha nunca mais voltaria.

As últimas horas de vida da garota foram narradas em depoimento da mãe, ouvido na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA). Um mês depois da tragédia, em que Isabele morreu após um tiro no rosto, familiares e amigos protestam nesta quarta-feira (12), em frente ao condomínio Alphaville, onde ocorreu o disparo.

Apesar da pandemia do coronavírus, a família e amigos encontraram  como alternativa para mostrar a saudade de Isabele e clamar por justiça uma carreata. Alguns carros enfileirados traziam frases como “não foi acidente”, “saudades Bele” e “queremos a verdade”.

Outra homenagem pensada, segundo conta a prima da adolescente, Raquel Lavoyer, foi soltar balões brancos em direção ao céu. “Vamos soltar como uma forma de homenagem, para dizer que estamos com saudade. De dizer que ela faz falta…”, disse, com a voz embargada. Depois recupera . “E que nós vamos atrás de justiça”.

Após o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que repercutiu na imprensa nesta quarta-feira (12), Raquel afirma que a família teve uma nova esperança para solução do caso. “Deus mostrou o laudo da gente antes da carreata, que começou como se fosse uma homenagem em busca da verdade. E agora nós sabemos a verdade, sabemos que não foi acidental, ela foi assassinada”.

Próximo do início da carreata, Patrícia Hellen chega no ponto de encontro. Ela relata a dor da família Guimarães Ramos. “O motivo da nossa carreata é pra mostrar a nossa indignação, essas pessoas estão soltas. Eu e minha família estamos destruídos, despedaçados”, disse.

A empresária ainda mostra que, após 30 dias de investigação, vai continuar buscando por justiça e resposta para a morte de sua filha. “Eu acredito também que essas pessoas que assassinaram a minha filha, elas vão ser punidas por isso. E eu digo essas pessoas, porque eu acredito que não foi só a garota que disparou, foram as pessoas que de uma maneira estão agindo em favor dessa história toda, dessa história mentirosa, de tiro acidental. Porque não foi um tiro acidental, foi um assassinado torpe, por motivo fútil”.

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