Governador defende reforma da previdência para acabar com ‘privilégios’

O governador Mauro Mendes defendeu a aprovação da reforma previdenciária dos servidores estaduais de Mato Grosso. Para ele, a reforma é necessária para acabar com privilégios de uma minoria, em prol da maioria.

Em entrevista à Rádio Capital, nesta quarta-feira (22), disse que respeita os servidores, mas foi eleito para cuidar de todos.

“Tenho muito respeito pelo servidor, mas fui eleito para cuidar da maioria. Não reclamem se, daqui a pouco, se não aprovarem (a reforma), tiver aumento de impostos. Todo o custo da Previdência de Mato Grosso vem do imposto que as pessoas pagam”, disse o gestor.

A PEC 06/2020, que trata da reforma previdenciária estadual, tramita na Assembleia Legislativa. Ela já foi aprovada em primeira votação e, nas últimas semanas, tem recebido emendas dos deputados estaduais, que tentam encontrar equilíbrio em conjunto com o Fórum Sindical, que representa o funcionalismo estadual.

Entre os principais pontos de conflito, está a idade mínima para aposentadoria, que aumentou em sete anos para mulheres e cinco para os homens. Se aprovada como está, os homens se aposentarão aos 65 anos e as mulheres aos 62.

No entanto, há servidores que se aposentam muito mais cedo, aos 45 anos, ponto este que é combatido por Mauro Mendes.

“Hoje, quem trabalha na iniciativa privada e no serviço público federal, 95% dos mato-grossenses têm uma regra: homem se aposenta com 65 anos e mulher com 62 anos. Por que o servidor pode se aposentar com 45?”, questionou, durante a entrevista.

Para ele, isso não é justo e a reforma vem corrigir essas discrepâncias. “O trabalhador no mercado privado pode ganhar R$ 15 mil, quando aposenta vai ganhar, na melhor das hipóteses, R$ 5,8 mil. Na administração pública não. Um monte de gente aposentou com mais de R$ 30 mil aos 45 anos de idade. Isso não é justo”.

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