Prefeito não vê desgaste com pandemia e CPI: “Cuiabá avançou 40 anos em 4”

Faltando poucos meses para concluir o mandato como prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que pode disputar a reeleição, considera que não teve desgastes com a CPI do Paletó ou pela pandemia de Covid-19. Em coletiva nesta segunda (20), ele enumerou obras e ações sociais da gestão e considera que Cuiabá avançou 40 anos em 4 anos. O prefeito ainda disse estar preocupado com o pós-pandemia e pretende elaborar um planejamento. “Fizemos muitas obras e, copiando a fala de Juscelino Kubitschek, Cuiabá avançou 40 anos em 4”, disse.

Emanuel Pinheiro durante entrevista coletiva pelas redes sociais nesta segunda
Emanuel Pinheiro, em entrevista coletiva pelas redes sociais nesta segunda, cita a construção de viadutos e entrega de hospital como feitos de sua gestão

Emanuel considerou oportunismo da oposição o resultado da Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara, cujo relatório pedia o afastamento do prefeito por 180 dias e foi derrubado em plenário. “A oposição não tem pauta e optou por politizar. A população precisa de vereadores que produzam resultados concretos, queria a união dos 25 vereadores pela saúde e vidas das pessoas”, disse o gestor.

Ao comentar o caso, considera que o assunto não trouxe desgaste para a gestão e falou sobre a demora em sair o relatório da CPI cujos trabalhos começaram em 2017, foram paralisados pela Justiça e retomados em fevereiro. “Levaram quase um mandato inteiro tentando apurar uma situação e não tiveram êxito”.

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Quanto ao vídeo onde aparece recebendo dinheiro, quando era deputado, Emanuel reforçou a versão de que se tratava de pagamento de uma dívida do ex-governador Silval Barbosa ao seu irmão. Em delação, Silval e seu ex-chefe de Gabinete, Silvio Correa afirmam que o dinheiro entregue a Emanuel se tratava de propina.

“A verdade vai aparecer e vou provar isso”, disse o prefeito que ainda questionou a legitimidade dos vereadores em investigar possível irregularidade cometida quando era deputado e não como gestor da Capital

O prefeito também não teme desgastes sobre a condução da crise durante a pandemia de Covid-19 e disse que a população tem testemunhado as ações da prefeitura. “Peguei uma situação onde Cuiabá só tinha 70 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e hoje estamos com 225, atendemos ainda o interior e não nos furtamos das obrigações”.

De olho em uma possível reeleição, falou sobre as preocupações com o período após a pandemia. “A recuperação da economia é uma das maiores preocupações, vamos viver dias difíceis nos próximos anos e isso é o que mais nos deixa em alerta, a pós-pandemia”. Mas, ao comentar sobre seu futuro político disse que “a disputa pela reeleição à prefeitura ou para o governo do estado estão na mão de Deus e não cabe decidir isso agora durante a crise”.

Obras

Entre os principais feitos de sua gestão, destacou obras de infraestrutura em toda a Capital, desde regiões centrais até bairros mais periféricos e disse estar otimista quanto ao reconhecimento da população pelas ações em áreas sociais. Aproveitou para anunciar a entrega de dois viadutos na Capital: dia 30 de setembro pretende entregar as obras do viaduto Juca do Guaraná (Pai), na Avenida das Torres, e dia 31 de outubro do viaduto Murilo Domingo, na Avenida Beira Rio.

Destacou ainda as obras do Contorno Leste que vão beneficiar mais de 200 mil pessoas, interligando regiões e valorizando mais de 40 bairros de baixa renda, a construção da passarela da rodoviária, além de reformas de mais de 100 praças em bairros periféricos.

Ele cita ainda obras na área de saúde sendo que a principal é a entrega do Hospital e Pronto Socorro Municipal. “Trabalhamos dia e noite para diminuir o impacto da crise e a população está vendo que priorizamos o combate à pandemia”.

 

 

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