PSDB tem três pré-candidatos para Cuiabá, mas prioriza reeleição de Pinheiro

O PSDB já trabalha para as eleições municipais deste ano, com foco principal na escolha do futuro prefeito de Cuiabá. De acordo com o deputado estadual Carlos Avalone, presidente estadual do partido, já existem três pré-candidatos trabalhando seus projetos, mas a prioridade ainda é a reeleição de Emanuel Pinheiro (MDB), caso ele decida se candidatar.

“Os candidatos do PSDB têm uma relação muito próxima com Emanuel Pinheiro, então ele tem uma preferência para a reeleição”, explicou Avalone, em entrevista à Rádio Capital, na manhã desta segunda-feira (6).

Os três possíveis candidatos são: Luiz Carlos Nigro, empresário do turismo e o primeiro a se candidatar; Dorileo Leal, chefe do Grupo Gazeta de Comunicação; e Paulo Borges, ex-vereador por Cuiabá, que também já foi secretário municipal e presidente do PSDB.

De acordo com Avalone, a decisão final será feita em convenção, possivelmente online.

“Os três são pré-candidatos e, se permanecerem, vamos fazer a convenção e eles vão disputar quem será. A convenção, obrigatoriamente, tem uma data para acontecer, (31 de agosto a 16 de setembro). Nesse período, temos que ter a decisão. O PSDB consegue fazer isso conversando. Já conversamos sobre o assunto e estipulamos algumas regras de convivência”, afirmou.

Avalone aponta para a necessidade de uma adaptação nessas eleições, em que as plataformas online serão decisivas em todo o processo eleitoral, não apenas para decisões internas, mas também para falar com o público e pedir votos.

“Percebi que vamos ter que utilizar muito a tecnologia nessa eleição. Estou acostumando o partido a fazer videoconferências, lives. Entro nas lives de outros municípios e companheiros para mostrar que a forma é essa, através de vídeoconferências. Essa eleição terá que ser assim. A pandemia ainda está no auge, daqui a pouco começam as convenções e vamos ter que fazer online”, disse.

As vítimas da pandemia do novo coronavírus não estão pensando em eleições, não estão prontas para receber candidatos no “corpo-a-corpo”, como é de costume.

“Como um candidato vai bater na porta de uma pessoa que perdeu a mãe, o pai, um irmão? Como que entra e fala de política? Não podemos fazer a pessoa olhar na nossa cara, então a política vai ter que tomar vias diferentes. Essa conversa tem que acontecer quando o eleitor quiser, então ele vai procurar”.

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