Morre em Cuiabá a escritora e professora Marilia Beatriz Leite

Integrante da Academia Mato-Grossense de Letras e uma das fundadoras da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a profesora e escritora Marilia Beatriz de Figueiredo Leite morreu nesta sexta-feira (3) em Cuiabá, aos 76 anos. A causa da morte foi infecção pulmonar.

Ela estava internada em um hospital da Capital há cerca de uma semana lutando contra problemas no pulmão.

Conforme um amigo da escritora, Marília Beatriz já sofria com enfisema pulmonar e contraiu uma infecção recentemente.

Marília é graduada em Direito e mestre em Comunicação e Semiótica. Foi chefe do Departamento de Artes da UFMT, presidente da AML e publicou os livros “O Mágico e o Olho que Vê”, “De(sig)Ação: Arquigrafia do Prazer” e “Viver de Véspera”.

A classe literária de Mato Grosso foi abalada com a perda. Colegas lamentaram a morte.

O escritor e advogado Eduardo Mahon disse que Marília Beatriz era a personificação da modernidade.

“Marília levou adiante a noção de modernidade e sacudiu Mato Grosso com o vento litorâneo de onde vinha. Ventava o novo. Posicionou-se, do começo ao fim, de forma correta, coerente com a literatura que admirava e apoiava”, afirmou.

Ele ainda relembrou quando auxiliou na eleição da escritora para presidente da Academia.

“Tive a satisfação de conduzir a eleição de Marília à presidência da AML, tendo obtido a unanimidade de votos. Agradeço enormemente o carinho dela comigo. Graças ao estímulo de Marília, comecei a fazer literatura. Ela representou, a um só tempo, a vanguarda na Universidade Federal, acolhendo uma geração de novos artistas, uma safra em que ela mesma teve a alegria de colher”, disse.

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