PEC “tira” secretários da disputa e ex-deputado será candidato do DEM em Cuiabá

A PEC (Projeto Emenda Constitucional) que alterou a data das eleições municipais deste ano mudou também o calendários eleitoral. Diversos aspectos tiveram seus prazos alterados.

Porém, um dos itens afeta diretamente a base do governador Mauro Mendes (DEM) para a eleição em Cuiabá. No texto aprovado pela Câmara de Deputados nesta quarta-feira (1), os parlamentares decidiram não reabrir os prazos para que os candidatos pudessem deixar os cargos públicos que ocupam atualmente.

O formato atinge diretamente os secretários de Saúde, Gilberto Figueiredo, de Fazenda, Rogério Gallo, de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, e o chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, todos do DEM. Eles eram nomes ventilados para a sucessão eleitoral em Cuiabá.

De acordo com a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eles precisariam pedir o afastamento dos cargos até o início de junho, quatro meses antes da eleição de outubro, que acabou adiada. A medida busca assegurar que não haja nenhum tipo de influência por parte daquele que já ocupa cargo público e deseja concorrer novamente, além de zelar pela igualdade dos candidatos na disputa.

Havia a expectativa de que este prazo fosse estendido, o que poderia beneficiar os secretários. No início do mês, o governador Mauro Mendes disse que não liberaria os secretários naquele momento.

Isso porque, ele quer foco total no combate a pandemia e na crise provocada pela redução da atividade econômica e não era o momento de pensar em eleição. Segundo ele, o DEM ainda tinha outros nomes para a disputa.

A preferência era pelo ex-deputado federal Fábio Garcia (DEM), que agora ganha ainda mais força dentro do grupo governista. Garcia vinha sendo cotado para a disputa junto com os secretários.

Agora, é o nome mais forte do DEM e deve enfrentar o grupo do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que ainda não assume a candidatura a reeleição. Já outros prazos eleitorais que não tenham transcorrido na data da promulgação da PEC deverão ser ajustados pelo TSE, considerando a nova data das eleições. Um deles é o fato de apresentadores de programas de rádio e TV, que teriam que deixar o “palanque eletrônico” em 1º de julho, agora poderão exercer a profissão até 11 de agosto.

As eleições municipais foram adiadas como medida para minimizar o risco de contágio do novo coronavírus. Elas serão realizadas no dia 15 de novembro (1º turno) e 29 de novembro (2º turno).

 

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