Apenas um profissional da saúde utiliza em média 1.260 EPI’s por trimestre

Em três meses de trabalho, durante plantões de 12 horas, um profissional da saúde – médico, enfermeiro ou técnico – que atua nos hospitais estaduais de referência para o tratamento do coronavírus chega a utilizar mais de 1260 itens de Equipamentos de Proteção Individual descartáveis, como luvas, aventais, gorros, máscaras e propés.

Esse número ainda pode aumentar se somado aos itens reutilizáveis, como óculos, botas impermeáveis e protetores faciais, que são de uso individual e passam por assepsia diária com álcool 70%.

O uso desses materiais, aliado ao sabonete e álcool 70%, é imprescindível para a segurança do servidor, pois a Covid-19 é uma doença infectocontagiosa. O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), já investiu cerca de R$5,4 milhões na compra desses equipamentos.

Atualmente, a gestão estadual está em processo de aquisição de mais itens: 30,2 mil luvas de látex, 320 mil aventais, 40 mil capotes, 1140 milhão de máscaras cirúrgicas e 250 mil máscaras N95.

“É esperado o esgotamento emocional e, muitas vezes, físico, de profissionais da saúde no Brasil e no mundo, diante deste cenário de pandemia pelo novo coronavírus. Para garantir dignidade e segurança aos trabalhadores de Mato Grosso, o Governo do Estado não tem medido esforços. Fizemos aquisição de EPIs, estamos modernizando todos hospitais, proporcionado ambiente de trabalho salubre. Vamos aumentar o efetivo nos hospitais por meio de processo seletivo para atender à população que precisa de atendimento”, afirma o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.

O setor de gestão hospitalar da SES explica que um profissional da saúde que atende em um hospital regional pode tirar no máximo 14 plantões de 12 horas por mês. Em cada um desses plantões, o servidor usa cerca de 15 pares de luvas, 5 máscaras, 5 aventais, 4 gorros e 1 par de propés, todos descartáveis, além do protetor facial, óculos e botas, que são reutilizáveis e individuais.

Somando esses materiais ao número máximo de plantão por mês, apenas um profissional chega a utilizas 420 EPIs descartáveis em 30 dias. Em três meses, esse número sobe para 1.260 por profissional.

A enfermeira Jéssica Nascimento, que atua no Hospital Regional de Sorriso e faz parte da equipe de Controle de Infecção Hospitalar, destacou que “os equipamentos de proteção individual são itens de segurança fundamental para os profissionais que atuam no atendimento, pois impedem uma exposição a patógenos infecciosos e garante a proteção do servidor e paciente”.

Ações para garantir estoques abastecidos

Além dos profissionais que atuam nos hospitais, há também aqueles que estão nas unidades especializadas ou de emergência em saúde, como é o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os setores administrativos da Secretaria – como a sede do órgão estadual e Complexo Regulador.

Atento à necessidade diária de todos esses trabalhadores da Saúde, o Governo do Estado está em processo de compra de mais 1,7 milhão de EPIs para garantir segurança de trabalho aos servidores.

Para driblar a escassez dos produtos no mercado, em decorrência da pandemia pelo coronavírus, a SES também buscou parcerias para reforçar e manter os estoques abastecidos.

A tratativa com os parceiros é fundamental, sendo que um deles foi o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que viabilizou a produção de 5 milhões de máscaras destinadas aos hospitais e unidades da Rede Estadual.

Além dessa parceria, Mato Grosso recebeu do Ministério da Saúde mais de 2,4 milhões de EPIs e outros materiais para o abastecimento de toda rede de saúde. Entre aquisições, auxílios federais e doações, a SES estima um estoque de mais de 8 milhões de itens de proteção individual, que subsidiam a atuação fundamental e segura dos profissionais da Saúde.

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