Policia civil compartilha investigação com Câmara de Cuiabá

A Delegacia Fazendária de Mato Grosso (Defaz) vai compartilhar documentos com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Semob. Os membros da investigação estiveram reunidos com equipe da Polícia Civil na última sextafeira (15) e a comissão vai deliberar pela contratação de um perito engenheiro de trânsito para que seja feito um laudo para apurar eventual ocorrência de sobrepreço e funcionamento dos semáforos inteligentes.

A CPI tem como presidente o vereador Diego Guimarães e é composta ainda pelos vereadores Lilo Pinheiro (PDT), como relator, e Wilson Kero Kero (Podemos). A Defaz investiga uma suposta fraude em licitação e superfaturamento na aquisição de semáforos inteligentes no valor de R$ 15,4 milhões pela atual gestão da Prefeitura de Cuiabá.

De acordo com o ex-procuradorgeral do município, Nestor Fernandes Fidélis, o secretário municipal de Mobilidade Urbana (Semob) Antenor Figueiredo Neto ignorou parecer da procuradoria que apontava várias irregularidades do contrato. Fidélis afirma que o secretário da Semob “não atendeu o parecer da procuradoria, de forma a atender tão somente situações mais críticas do sistema semafórico da Capital, bem como promovesse a imediata abertura de procedimento licitatório, limitando-se a responder ao departamento de licitação e contratos, que a contratação era primordial e urgente”, disse o ex-procurador em seu depoimento prestado em novembro do ano passado.

Mesmo após os questionamentos apontados pela procuradoria, o gestão decidiu aderir a ata de registro de preços, contratando a empresa Semex ‘por um valor absurdo de R$ 15 milhões’. “Sendo que até hoje os semáforos instalados para serem inteligentes nao funcionam com essa função”, afirmou Fidélis aos delegados da Defaz.

Nestor Fidelis ainda acredita que a sua atuação como procurador e também como membro da controladoria, foi o principal motivo para culminar na sua exoneraçao do cargo. “Uma vez que sempre opinava

pelo fidedigno cumprimento da lei, conforme o próprio prefeito determinava”, diz outro trecho do depoimento.

Fidelis foi exonerado do cargo no dia de 30 de janeiro de 2018, assumindo no seu lugar Luiz Antonio Possas de Carvalho. Na época, Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou que as mudanças eram apenas uma forma reorganizar a gestão para dar mais eficiência.

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