Bela resposta

No mundo moderno, o jornalismo desempenha papel singular em nossas vidas, por se tratar de uma atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações, como também, consiste na prática, de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais.
Nos dias atuais, em uma sociedade moderna, os meios de comunicação de massa tornaram-se os principais fornecedores de informações e opiniões sobre os assuntos públicos em geral.
Com o advento da internet, essas informações ganharam maior celeridade, levando informações, mudando radicalmente o ritmo dos negócios, reduzindo assim, o tempo e valorizando a velocidade da informação.
A todo poderosa, vem protagonizando sucessivas “barrigadas”, barriga no jornalismo  “trata-se da publicação de um fato falso, por falta de checagem, sem a intenção de enganar o leitor”; no caso específico dessa emissora televisiva, isso vem ocorrendo sistematicamente, na tentativa de macular a imagem de alguém,  ou de um governo que está em curso.
Basta que tenhamos bom senso, e razoabilidade para entendermos, como essa emissora televisiva, vem agindo, desde a chegada desse vírus maldito em nosso país, seus telejornais, já se intitulam Covid-19, e o que  pior, tudo de ruim que acontece em decorrência  dela, é atribuída ao presidente da República Jair Messias Bolsonaro, como, se ele fosse o responsável pela mesma.
Saindo um pouco dessa situação vergonhosa e vexatória implementada por essa emissora televisiva, eis que surge um fato, que vem se tornado rotina na mesma,  vazamento de conversas.
Desta feita, aconteceu  outro  vazamento de áudio em que,  âncora do jornalismo da “toda poderosa”, Giuliana Morrone, no áudio, chama Alexandre Garcia “de gagá, tipo Regina Duarte”, no linguajar popular “matando dois coelhos com uma cajadada só”,  termo usado com frequência por muitos  para atacar duas pessoas simultaneamente.
O que causa perplexidade nessa fala, é que eles sempre nas fotos apareciam abraçadinhos com sorrisos largos, dando a entender, existir uma relação fraterna e harmoniosa entre ambos, porém nem sempre o que parece é.
A conversa teria acontecido entre a Giuliana Morrone e Gerson Camarotti, o áudio em questão é um tanto prolixo, portanto irei resumir, Camarotti diz, “agora eles estão chamando a CNN de “CNN lixo”, Giuliana “você viu ontem o Alexandre Garcia?”. Gerson “não”. Giuliana “ele é ridículo. No dia em que Bolsonaro falou em cassar a concessão da Globo, ameaçou, ele endossou. Achou que era lindo, que tinha que cassar a concessão da Globo”.

Já pulei para o final da conversa, Giuliana “porra! Eu fico pensando assim, se não tá gagá, entendeu? Só pode ser. Tipo a Regina Duarte, né?”.
O direito de resposta é assegurado pela Constituição em seu art. 5º, inciso V que “é assegurado o direito de resposta,  proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou a imagem”.
A resposta de Alexandre Garcia, não poderia ser diferente, partindo de alguém, com um conhecimento cognitivo exacerbado, além da preservação de valores: éticos, morais, religiosos e constitucionais.
Ele diz “eu, a princípio, na minha ingenuidade, vi aquilo e pensei que alguém tivesse grampeado um telefonema entre os dois. Mas depois fiquei sabendo que era um microfone durante o programa, os dois microfones ficaram ligados, ativos durante o intervalo e muita gente pode ter gravado. Alguém pode ter visto ouvido aquilo, e resolveu partir para a gravação. Não creio que tivesse alguma intenção de prejudicá-los, mas achou bonito, achou pitoresco, achou que ia dar audiência”, afirmou.
Ele vai mais além ao dizer, “cobro pouco sim para empresas pequenas, da minha cidade Brasília, que me chamam para ser mestre de cerimônias de alguma inauguração, de um aniversário da empresa, inclusive a vidraçaria, eu não tenho nenhum preconceito contra vidraceiro, e cobro sim, alguma coisa simbólica”.
De tudo que foi dito por ele, o mais impactante e contundente, embora vivamos em um país de estado laico, ou seja, não temos uma religião oficial. Pela fala do Alexandre, ele, assim como a Morrone são católicos, pois ele diz “até hoje nos encontramos na missa de domingo, inclusive na fila da comunhão, e quando vejo que sou classificado como ridículo, como gagá, que eu causo revolta a ela eu vi que eu fui excomungado. Mas   enfim, agente está em tempos de usar máscaras, às vezes se uma máscara  for usada por muito tempo, ela esgarça e cai, assim como a dela caiu”.
Mesmo diante dessa fala pejorativa a ele imposta pela colega de profissão; sendo chamado de gagá,  de não saber cobrar e por ai vai. Por se tratar de um gentleman e provedor de caráter ilibado, o mesmo, ainda assim, ficou com medo que o vazamento dessa conversa  trouxesse a ela,  algum  prejuízo; isso demonstra sua grandeza de caráter e respeito à ex-colega, e principalmente ao  próximo.
Pare o mundo quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

Comentários estão fechados.