Mesmo com 3 vagas iminentes, definir o nome para ocupar a vaga de Conselheiro virou “Guerra de Titãs”

Da Redação

Poderes como Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT), Assembleia Legislativa do Estado (AL/MT) e Governo do Estado de Mato Grosso então envolvidos em apresentar sua indicação para ocupar a vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE/MT).

Até onde se sabe, as prerrogativas de indicar os nomes, seguiriam uma cronologia envolvendo a Assembleia Legislativa, o Governo do Estado e o Ministério Público.

Seguindo este rito, a vaga da vez, que estava programada com a aposentadoria do Conselheiro Waldir Júlio Teis para os próximos meses, teria a indicação do nome da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para ocupar a vaga deixa por Teis.

Segundo informações de bastidores, a liberação da vaga deixada pela renúncia do conselheiro Humberto Melo Bosaipo não estava programada para acontecer no início deste ano, porém, forças “ocultas” cominaram na liberação da vaga, o que está gerando uma polêmica e desgaste desnecessários para os poderes.

Afastado desde 2011, ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato GrossoHumberto Melo Bosaipo é investigado por peculato e lavagem de dinheiro.

Em 2007, Humberto Bosaipo foi empossado conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, na época, apesar da tentativa, o Ministério Público não conseguiu impedir a posse, mesmo argumentando que o ex-deputado estadual Humberto Bosaipo não tinha “idoneidade moral e reputação ilibada“.

Para este ano, é esperado o surgimento de três vagas no TCE:

1 – Aposentaria do conselheiro Waldir Júlio Teis.
2 – Afastamento do conselheiro Umberto Melo Bosaipo
3 – Afastamento do conselheiro Sérgio Ricardo.

Mostrando que vaga para atender os Três Poderes que possuem a prerrogativa de indicação para ocupar uma cadeira do Tribunal de Contas de Mato Grosso existe, tanto a Assembleia Legislativa, quanto o Ministério Público e o Governo do Estadoserão contemplados com as suas indicações, pelo que tudo indica, está faltando hombridade e bom senso, para seguir a cronologia da indicação da escolha dos nomes para ocupar a vaga de conselheiro.

O caso

Um suposto acordo de cavalheiros envolvendo os deputados José Eduardo Botelho (DEM) eGuilherme Antônio Maluf (PSDB) teria firmado um rodízio na presidência daAssembleia Legislativa, Maluf foi eleito primeiro, e Botelho o segundo, agora seria a vez de Maluf, mas, Botelho insistiu em permanecer na presidência, o que teria causado uma crise interna, que só foi resolvida com forças externas, envolvendo o Poder Executivo, através do governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), do Senador da Republica,Jayme Veríssimo de Campos e do ex-deputado e ex-presidente da Assembleia de Mato Grosso, José Geraldo Riva.

Segundo informações de bastidores, mais um acordo teria sido firmado, Botelho receberia o apoio para presidência da Casa, juntamente com a promessa de apoio para a disputa eleitora em 2020 na cidade de Várzea Grande.

Em contrapartida, o tucano Guilherme Maluf ficaria com a indicação para a vaga de Conselheiro no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, ou um apoio para uma possível candidatura a Prefeitura de Cuiabá.

O que parecia tudo certo, um relapso de análise, teria mostrado que Botelho estaria saindo no prejuízo, já que conselheiro do TCE é vitalício (para vida toda) e a presidência da Casa de Leis, neste caso não dura nem dois anos, já que se for sair candidato a prefeito de Várzea Grande, Botelho vai ter que se afastar do cargo antes de cumprir o seu período.

Assim, mais um problema teria sido criado, já que Botelho também anunciou interesse na vaga de conselheiro, o que gerou holofotes e confusões, como o Ministério Público também está interessado na vaga, resta saber quem vai estar livre e sem tornozeleira para poder ter seu nome indicado e vencer esta disputa. – (Lauro Nazário)

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