Mato Grosso não é Bimetal, mas sofre com a pressão de “Mãos de Ferro”

Da Reação

Nem tudo está dominado, Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso marcam ato, contra o “Pacotão” de medica de austeridade do governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, para o próximo dia 12 de fevereiro, às 14h, no Tribunal de Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT).

Os Servidores do Estado, juntamente com as principais forças sindicais, que são os organizadores do ato de repúdio, e estão utilizando das redes sociais, explicando os motivos do ato e chamando a população para participar do evento.

“Aqui não é a Bimetal, o Estado de Mato Grosso não é propriedade do governador Mauro Mendes, ele foi eleito para gerir, administrar e não para mandar, se ele está como governador, é porque foi eleito pela maioria, foi uma escolha e não uma compra, uma aquisição. As ações que venha interferir diretamente na vida das pessoas, tem que ser debatidas com as pessoas, e não imposta como foi feito. Infelizmente, a única forma que encontramos para o governador nos ouvir, é fazendo atos de paralização, ou até mesmo uma greve, quem sabe assim ele tem noção da importância da maioria menos favorecida”, explicou um servidor público que pediu para não ser identificado, temendo represália.

A maioria dos Servidores Públicos do Estado, foram os principais prejudicados com as medidas de austeridade do governador DemocrataMauro Mendes, que apresentou no início do seu mandato, cortes para todos os setores, o problema é que, do papel, só saíram cortes para os menos favorecidos.

Além do governo privilegiar apenas os setores que, supostamente podem interferir diretamente na sua gestão, como a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), os Tribunais e o Ministério Público, com aumento no valor dos repasses e a transferência sendo feita religiosamente em dia, na última terça-feira, dia 05 de fevereiro, o governo anunciou o calendário de pagamento dos menos favorecidos, divididos em três (3) vezes.

De tanto vender dificuldades, uma verdadeira “crise” é um questão iminente nestes início de gestão, caso a equipe política e econômica do estado, não entre em consenso e adotem ações para melhorar a imagem e a gestão de Mendes.

Com pouco mais de um mês de mandado, uma gestão tão nova, está com aparência de velha e cansada, o povo já demonstrou que as ações impostas, que deveria ser propostas, não estão agradando, uma paralisação geral neste momento, pode prejudicar o mandato inteiro do governador e inviabilizando futuros voos na sua vida pública.

A equipe de reportagem do Blog do Valdemir entrou em contato com servidores de vários setores, como da EducaçãoSaúdeSegurança, e o discurso de repúdio das ações do governo é um só, a esperança deslumbrada de dias melhores, para alguns virou utopia e para outros, já concretizou como pesadelo, decepção e arrependimento.

O discurso de “crise” e a venda de dificuldades não é novidade, já vem da gestão passada, mesmo com o estado tendo uma arrecadação superando constantemente, ano pós ano, a estimativa orçamentária, a estratégia de quanto pior melhor, vem sendo arrastada, o problema é que o resultado foi pífio para o ex-governador José Pedro Taques (PSDB), que nem esfriou a sua cadeira e já caiu no esquecimento, resta saber seMauro Mendes mesmo vendo o que aconteceu com o tucano Zé Pedro Taques vai seguir o mesmo caminho das “Penas”. – (Lauro Nazário)

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