Para alguns, milhões, para outros, tostões: Mesmo arrecadando mais de R$ 3,5 bi em janeiro, governo parcela salários

Da Redação

O Governo do Estado de Mato Grosso anuncia calendário de pagamento de parte dos funcionários públicos, dividindo o escalonamento em três vezes no mês fevereiro.

A nova forma de pagamento elaborada pela equipe econômica do Governo de Mato Grosso ficou da seguinte forma:

Cerca 65% dos funcionário do Estado que recebem até R$ 5 mil, terá seu pagamento previsto para cair na conta, no dia 11 de fevereiro.

Aqueles que recebem até R$ 6.800, está previsto para ter o salário integral em conta, no dia 14 de fevereiro. Segundo informações do governo, 75% dos funcionários do estado tem uma renda mensal até R$ 6.800, o que equivale ao sub-total de R$ 390 milhões.

Por outro lado, restam os 25% da folha salarial do estado é composta pelos mais afortunados, e está previsto para receber no dia 23 de fevereiro, representando um custo de cerca de R$ 130 milhões, somando um total do custo salarial que gira entre os R$ 530 milhões por mês.

Segundo informações do governo, a regra vai servir para todos, seja ele funcionários ativos, aposentados e pensionistas.

A divisão da folha de pagamento gera várias controversas e indignações, por dois fatores:

1 – O discurso de recessão com arrecadação menor que o ano passado, já foi derrubado neste último mês de janeiro, ou seja, o estado está arrecadando mais do que o previsto, o déficit de R$ 120 milhões anunciado para o mês de janeiro, foi engolido pelos R$ 3,5 bilhões arrecadados, que destruiu qualquer iminência de uma suposta “crise”. Os números arrecadados são fatos que estão acontecendo, que inviabilizam a quantidade de parcelamento para o pagamento da maioria dos funcionários públicos.

2 – A suposta “crise” financeira não é para todos, os repasses aos poderes tem três agravantes que estão deixando o povo de Mato Grosso indignados:

2.1 – Não sofreram a redução anunciada.
2.2 – Receberam aumento no valor do repasse.
2.3 – Estão recebendo religiosamente em dia.

Ou seja, os Poderes como a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT),Tribunais e Ministério Público, fazem parte de uma casta, categoria considerada mais importante pela equipe econômica do Estado, que além de não sofres com o “pacotão” de austeridade do governador Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, ainda são agraciados com aumentos e pagamentos em dia.

Pelo que tudo indica, em Mato Grosso, o “Pau que bate em Chico, não é o mesmo para Francisco”. Ações como essas do governo, que beneficia apenas uma classe que pode influenciar política e administrativamente na sua gestão, é que está levando o povo a uma indignação suprema, até então, algumas pessoas estavam apoiando as ações do governo, que vende uma grave “crise” financeira do estado, mas agora, com o esclarecimento de que para uma categoria são destinados milhões e para outra os tostões, a greve geral poderá receber apoio incondicional dos servidores e do povo de Mato Grosso. – (Lauro Nazário)

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