Galo desafinado: economia supera orçamento, arrecada mais de R$ 3,5 bilhões e liquida discurso de déficit de R$ 120 milhões em janeiro

Da Redação

Como já era esperado, a economia do Estado de Mato Grosso, mais uma vez mostra a sua força, arrecadando mais de R$ 3,500 bilhões nos primeiros dias de janeiro 2019, supera expectativa orçamentária, derruba discurso de “crise” e falta de recurso, deixando a perspectiva de déficit de R$ 120 milhões frustrada.

No início de janeiro de 2019, já na primeira semana, o site impostrometro.com.br, que divulga de forma instantânea os valores arrecadados dos impostos municipais, estaduais e federal, já apontava um crescimento considerado para o mês de janeiro de 2019, em Mato Grosso.

Parte deste recurso arrecadado é destinada para a União, do Governo Federal, através de impostos como Imposto de Renda e o imposto sobre Produtos Industrializados, como também, para os municípios através do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS), e o Estado tem impostos como IPVA e ICMS.

Se for comparar com o mesmo período do ano passado, o crescimento dos valores arrecadados ultrapassa os R$ 260 milhões.

Em janeiro de 2018, Mato Grosso arrecadou R$ 3.235 bilhões, no mesmo período deste ano, passou dos R$ 3,500 bilhões, contradizendo o discurso de recessão apresentado pela equipe econômica do governador Mauro Mendes Ferreira (DEM).

Hoje, o Estado de Mato Grosso atravessa uma das suas piores “crises financeiras e administrativa” já registrada, com empresas endividadas, em todo canto, por falta de pagamento do governo, viaturas da polícia sendo recolhidas, salários atrasados, uma greve geral prestes a ser deflagrada, paralisando até serviços essenciais, é um caos iminente, o governador Mauro Mendes recebeu de herança dívidas bilionárias, e para colocar a máquina pública para funcionar, teve que tomar medidas estremas, como o“Decreto de Calamidade Financeira”.

As razões para o Decreto de Mauro Mendes na época, apontam para o endividamento de Mato Grosso que superava os R$ 2 bilhões de reais nas receitas do governo estadual.

Com o “Decreto de Calamidade Financeira“, Mato grosso ganhou com isso uma margem de manobra, ficando o Estado autorizado a parcelar ou atrasar todos os seus pagamentos de suas dividas e assim suspender gastos que não são essências, além de poder receber ajuda federal.

E entre as propostas apresentadas pela equipe de governo de Mauro Mendes, esta o aumento da alíquota de contribuição previdenciária de servidores de 11% para14%, além da elevação dos tributos estaduais que entrou no pacote.

Muitas pessoas questionam sobre a necessidade do “Decreto de Calamidade Financeira”, em um Estado que arrecada tanto, por outro lado, esquecem, ou não querem ver a quantidade de dívidas que foram deixadas para atual gestão pagar.

Especialistas apontam que o “Decreto de Calamidade” é uma estratégia correta, faz o estado ganhar tempo em quitar suas dívidas com credores e facilita os caminhos para buscar novas fontes de recursos, o que saiu errado, foi a forma que foi realizado, já que ao vez do governador mostrar a sua força ou massagear a sua vaidade, conforme o governo anterior, o caminho é a aproximação e diálogo como o povo, debatendo, mostrando das dificuldades e apresentando as propostas de saídas da “crise” para os sindicalistas e credores, mudando totalmente a sua primeira impressão deixada para o povo, já que agora Mauro Mendes não atual apenas como o empresário dono daBimetal, e sim como o governador do Estado de Mato Grosso, ou seja, um funcionário do povo, para o povo.

Uma arrecadação boa ajuda, mas não significa a solução dos problemas, já que as dívidas, segundo a equipe econômica do Estado de Mato Grosso, ultrapassam os R$ 4 bilhões.

Durante a campanha, ainda como candidato, Mauro Mendes disse várias vezes que em Mato Grosso faltava gestão, voltada para atender verdadeiramente as prioridades e necessidades do povo, nisso o governador tinha toda razão, os números mostram que dinheiro entra, tem é que saber investir no lugar certo.

Agora, mais do que nunca, o governador Mauro Mendes vai ter que mostrar para que foi eleito, já que teve todo o seu “Pacotão” de medidas de austeridade aprovado, ou seja, supostamente vai reduzir custos, vai entrar novos recursos, como é o caso dos novos impostos do agronegócio, e com uma arrecadação que insiste em contrariar a expectativa de recessão, mostrando nos últimos anos que o estado arrecada mais que o orçamento previsto, dinheiro não vai faltar, para investimentos e muito menos cumprir com os seus compromissos, basta acertar a mão e ser verdadeiramente um gestor.

Os valores apresentados na matéria é referente a arrecadação bruta. – (Lauro Nazário)

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