População de Mato Grosso pode dar adeus as sacolas plásticas

Redação - Lauro Nazário

A população de Mato Grosso pode começar a criar outros hábitos, referente ao transporte de suas mercadorias, é que foi aprovado no último dia 22.11.2018, o Projeto de Lei, que proíbe a distribuição de sacolas plásticas, nos estabelecimentos comercias do estado.

Alegando que é um dos principais problemas que afeta a poluição da natureza, que são os resíduos plásticos, que levam vários anos para decompor, cerca de 400 anos, aquelas sacolinhas plásticas que são fornecidas pelo comercio, para o consumidor transportar a sua mercadoria, é um dos principais vilões da poluição.

É comum as pessoas passarem pelas beiras das estradas, seja na cidade ou na zona rural e se deparar com várias sacolas jogadas pelas ruas, sem falar dos córregos, esgotos e principalmente o Rio Cuiabá.

A paisagem, principalmente ao longo do rio, nas cidade de Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço, já mudou com a quantidade de as sacolas dependuradas, que estão tomando conta dos sarã (planta nativa do barranco do rio).

Além da poluição visual que as sacolas plásticas estão causando, ainda existe a contaminação dos animais silvestres e dos peixes do rio, que morrem ao comer plástico.

Toda mudança causa algum tipo de transtornos, neste caso, a expectativa é o benefício, que seja ocasionado diretamente a população, em um curto, médio e longo prazo.

Todos os anos, vários grupos de voluntários, com centenas de pessoas, realizam ações para remover lixos do Rio Cuiabá, são toneladas de lixos removidos, que vão desde garrafa pet, sacolas plásticas, restos de eletrodomésticos, restos de materiais de construção, entre outros. O problema é que quanto mais os voluntários tiram lixo do rio, mais aparece, desta forma, um Projeto de Lei, que venha proibir a distribuição na fonte, é de extrema importância para iniciar um processo de diminuição de poluição na natureza mato-grossense.

O Projeto de Lei foi apresentado pelo deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que foi aprovado pela Assembleia Legislativa, ainda vai passar pela Comissão de Constituição e Justiça, onde será analisada a constitucionalidade e depois segue novamente ao plenário para uma segunda votação.

Este Projeto de Lei pode até parecer simples, mas envolve a vida de milhares de pessoas, que vai desde o pescador profissional que depende dos peixes do Rio Cuiabá para sobreviver, passando pelo pescador amador e esportivo, que utiliza dos dias de folga, como lazer, para pescar no Rio Cuiabá, dos ribeiros, pessoas que moram às margens e utilizam o rio como via de locomoção e dos empresários do turismo, que dependem de uma natureza limpa para atrair turistas, gerando emprego, renda e impostos para o Governo de Mato Grosso.

Para boa parte da população, além deste Projeto de Lei ser aprovado e sancionado pelo governador, projetos envolvendo outros derivados do plástico, serão bem vindos para colaborar com a natureza, sem falar de uma força tarefa que terá que ser montada para proibir que esgoto seja jogado no Rio Cuiabá, a população de Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço tem que criar a consciência de que estão pagando para consumir esgoto tratado, quem sabe assim, começa a cobrar dos políticos uma ação rápida e emergencial.

Alternativas.

A população poderá substituir o hábito de utilizar as sacolas plásticas, por sacolas de papel, caixas de papelão ou aqueles antigos carrinhos destinados para compras.

 

 

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