Na iminência de um final de ano sem pagamentos, FEX pode salvar os salários do povo de Mato Grosso

Redação

O Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX), estimado no valor de R$ 500 milhões, pode salvar as comemorações de final de ano dos mato-grossenses.

O assunto foi abordado durante o evento de Mobilização Nacional, realizado na sede da Confederação Nacional do Municípios, em Brasília. Vários prefeitos do estado, o presidente de Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PSD) e o senador Wellington Fagundes (PR), durante o encontro, formaram uma comissão para reivindicar diretamente o repasse do recurso, para o Presidente da República, Michael Temer (MDB).

Muitos municípios estão passando por dificuldades financeiras, uns porque não tem renda própria, que lhe dê condições de independência financeira, outros, por incompetência dos seus gestores, independente do motivo, todos têm servidores, que dependem única e exclusivamente do seu salário para sobreviver.

Dos 13 municípios que fazem parte do Vale do Rio Cuiabá, mais da metade depende dos repasses financeiros dos governos estadual e federal, para pagar a folha salarial e cumprir com os seus compromissos. Neste caso, o FEX é fundamental para pagar as folhas salarias de Dezembro e o 13ª salário, que além de atender as necessidades dos servidores, irá fazer o recurso girar no comercio, gerando impostos que retornará para os cofres do Governo do Estado.

Durante este ano todo, um impasse foi gerado entorno deste recurso (cerca de R$500 milhões), pelo que tudo indica, uma incompatibilidade política envolvendo o governador Pedro Taques (PSDB) e o presidente Michael Temer, não deixou este dinheiro chegar nos cofres do Governo de Mato Grosso. Como agora, outros políticos foram reivindicar diretamente com o presidente, o montante se for destinado para o pagamento da folha salarial, poderá deixar o natal do povo mais alegre.

“Solicitamos o repasse do FEX porque neste momento de dificuldade é fundamental para os gestores municipais garantir o pagamento dos salários dos servidores, como também, dos fornecedores”, ressaltou Neurilan, que aproveitou a oportunidade, e falou sobre a Lei Kandir, que beneficia o agronegócio com isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS, fazendo o estado deixar de arrecadar um montante que gira em torno de R$ 7 bilhões por ano.

O senador Welligton Fagundes falou sobre o repasse dos impostos que para os municípios, “O Brasil hoje coloca nas prefeituras apenas e tão somente 18,2 por cento do bolo tributário. Isto é: de tudo que se arrecada, bem menos que 20% fica onde está quem efetivamente paga os impostos, espalhados por 5.558 municípios. A título de conhecimento, a União fica com 50% do bolo tributário e os estados com pouco mais de 31%”, explicou o senador.

Para alguns servidores municipais de cidades como Nossa Senhora do Livramento, Jangada, Acorizal, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço, a notícia do repasse do FEX é o presente da figura ilustra do “Papai Noel”, neste momento em que nesses municípios já se falavam em atrasos no salário e não pagamento do 13ª, caracterizando em um natal magro e um réveillon sem fogos, a esperança de dias melhores ainda continua viva.

 

 

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